60 milhões podem querer mudar porque conhecem Lula. Outros 60 milhões talvez votem nele porque têm medo de Flávio.
Estamos na Eleição do Medo: De um lado, o eleitor tem medo de perder o bolsa família, o pé-de-meia e outros benefícios, pois se espalhou que o tesouraço anunciado vai atingir verbas que sustentam esses programas sociais.
Mas tem gente com medo da inflação alta, do juro exorbitante, da falta de verba para financiar a casa própria.
Também tem eleitor temendo que o Brasil venha a ser dominado por países estrangeiros, perdendo a soberania nacional em troca do aumento da segurança e da redução de roubos e furtos em plena luz do dia.
Será que já se foi o tempo em que eleição era esperança?
Era esperança de dias melhores com mais educação desde o ensino fundamental até as graduações nas universidades públicas?
Parece que já morreu a esperança de mais vagas no SUS e até na maior quantidade e melhor qualidade de médicos na periferia…
O pior é que a esperança, se ainda não morreu, está partida ao meio.
Por isso, quem conseguir 60 milhões de votos para se eleger terá que se lembrar, durante o tempo em que governar o País que, do outro lado, outros 60 milhões continuarão com medo, quase sem esperança – já que esta é a única que não pode morrer.
Finalmente, quando voltaremos a viver A Eleição da Esperança?