Quais os impactos da atual falta de chuvas no Nordeste
A seca avança no Nordeste, mas os níveis variam entre estados e reservatórios. O agravamento da falta de água em grande parte da região é concreto, segundo a ANA - Agência Nacional de Água, que registrou seca em 96% da região em setembro, acima dos 90% de agosto.
Em 28% do Nordeste, a classificação era de seca grave. Esse indicador mede a extensão e a intensidade da seca — não o percentual de água armazenada nos açudes.

Mapa do Monitor em agosto e setembro de 2026
O que se sabe em cada estado da região.
ALAGOAS: O Monitor de Secas registrou seca em 100% do estado; a seca grave voltou a atingir 22% do território. O Cemaden contabilizou 82 municípios nas classes severa ou extrema em setembro
BAHIA: Os açudes estavam com 46,77% da capacidade em 2 de outubro, segundo consulta ao Portal Hidrológico da Cogerh. O volume era desigual: quatro bacias — Sertões de Crateús, Baixo Jaguaribe, Banabuiú e Médio Jaguaribe — estavam abaixo de 30%. O Monitor de Secas apontou seca em 89% do estado.
CEARÁ: O Monitor registrou seca em 100% do estado, embora a seca moderada cobrisse pouco mais de 4%. Não localizei um percentual estadual recente e comparável de armazenamento dos reservatórios.
MARANHÃO: A seca se intensificou: a categoria grave voltou a aparecer em 33% do território, segundo a ANA. Não encontrei, nas fontes consultadas, um número estadual agregado recente dos açudes que pudesse ser comparado com os demais estados.
PARAÍBA: O boletim da Apac de 14 de outubro mostra forte contraste entre mananciais. Há reservatórios em colapso no Sertão, enquanto alguns do litoral e do Agreste estavam cheios ou vertendo. O documento traz níveis por açude, mas não um percentual estadual único na mesma data.
PERNAMBUCO: Boletim estadual de 16 de outubro informa que cinco dos nove açudes listados tinham volume calculado e, nesse conjunto, o armazenamento era de cerca de 60% da capacidade. É um recorte parcial, não uma média representativa de todos os reservatórios do estado. O Monitor da ANA registrou seca em todo o Piauí e seca grave em 25% do território.
PIAUÍ: No dia 12 de outubro, os reservatórios somavam 46,1% da capacidade, segundo dados da Semarh divulgados pela imprensa local; cinco apareciam sem água. A ANA registrou que a seca moderada passou de 25% para 61% do estado entre agosto e setembro.
RIO GRANDE DO NORTE: Os reservatórios somavam 46,1% da capacidade, segundo dados da Semarh divulgados pela imprensa local; cinco apareciam sem água. A ANA registrou que a seca moderada passou de 25% para 61% do estado entre agosto e setembro.
SERGIPE: A ANA apontou seca em 100% do estado, com seca grave em 12%. O governo estadual informou redução de 21% nas chuvas acumuladas em relação ao mesmo período de 2025 e previsão de chuva abaixo da normal climatológica no trimestre setembro a novembro.
A Semac monitora sete das 15 grandes barragens, mas não foi localizado um percentual agregado atualizado de armazenamento.
El Niño e o que esperar: Foi confirmado o El Niño em junho seguindo a em intensificação. No boletim de setembro, órgãos federais estimaram mais de 95% de probabilidade de um episódio muito forte no trimestre outubro–dezembro, com possibilidade de persistir até o início de 2027. Para esse trimestre, a previsão aponta maior chance de chuva acima da média no leste do Nordeste, mas abaixo da média em outras áreas da região; para outubro, o INMET previa chuva predominantemente abaixo do normal no Nordeste, com variações locais.
O fenômeno não determina sozinho a chuva de cada município nem permite atribuir automaticamente a ele toda seca observada. A estação seca, a distribuição irregular das chuvas, o calor, a evaporação e o uso da água também pesam.
Além disso, mesmo quando a média regional dos reservatórios parece razoável, açudes específicos podem estar em situação crítica
Pesquisa e texto produzidos por IA,
revistos por Redação de OXENTE!