Nordeste lidera turismo internacional no Brasil
O Nordeste consolida em 2026 sua posição como protagonista global. A região deixou de depender apenas do fluxo turístico do Sudeste e passou a dialogar diretamente com os grandes hubs do mundo. Para estados como Pernambuco e Rio Grande do Norte, o fluxo de turistas internacionais nos primeiros nove meses já igualou o volume total registrado em todo o ano passado.
No dia 16 último, a Embratur informou que as chegadas internacionais à região cresceram 32,5% entre janeiro e setembro de 2026. Por via aérea, os aumentos foram expressivos em alguns estados: 124,6% no Rio Grande do Norte, 88% em Alagoas, 65,2% em Pernambuco e 48% na Paraíba.
A informação ainda destaca que, de janeiro a maio, Pernambuco registrou 2.842 chegadas, alta de 103,6% comparada com o mesmo período de 2025.
Em todo o Brasil, conforme o Banco Central, em agosto de 2026, as receitas com viagens internacionais chegaram a US$ 900 milhões (cerca de R$ 4,5 bilhões), com aumento de 17,3% sobre agosto de 2025.
Causas da explosão do turismo internacional no Nordeste: Esse crescimento, liderado pelos quatro estados foi impulsionado por três fatores principais:
Crédito: Divulgação / Ministério de Portos e Aeroportos.
1. Expansão Agressiva de Voos Diretos (Conectividade): O principal gargalo histórico do turismo nordestino sempre foi a necessidade de conexões no Sudeste.
Neste ano de 2026, essa realidade mudou radicalmente com as companhias aéreas multiplicando voos sem escalas diretamente para os aeroportos nordestinos. Da Europa, houve ampliação das frequências diretas de capitais como Recife e Fortaleza para destinos como Madri (Iberia) e Paris (Air France), somadas às rotas diárias da TAP ligando Lisboa ao Nordeste. Das Américas, destaca-se a retomada de voos diretos como Salvador-Cidade do Panamá pela Copa Airlines, servindo de hub para conexões com a América do Norte e Caribe.
2. Promoção Internacional Estratégica: A Embratur realizou uma série de roadshows, encontros de negócios e campanhas focadas em mercados de alto poder aquisitivo na Europa e na América Latina. Isso reposicionou o Nordeste não apenas como um destino de praias bonitas, mas como um polo de turismo de experiência e ecoturismo.
3. Investimento Local e Crédito (Fungetur): Houve uma forte injeção de capital no setor. O acesso a linhas de crédito como o Fungetur (Fundo Geral do Turismo), operado regionalmente por instituições como o Banco do Nordeste, permitiu a hotéis, resorts e receptivos locais investimentos para modernizar suas frotas e estruturas no atendimento conforme o padrão internacional.
Quanto gastam os turistas no Brasil: Além de visitarem o Brasil em maior quantidade, os turistas internacionais estão gastando mais. De janeiro a agosto de 2026, os estrangeiros deixaram quase R$ 39 bilhões na economia brasileira, o maior valor da série histórica.
Crédito: Divulgação / Ministério de Portos e Aeroportos.
(Pesquisa, com informações
e texto produzidos por IA,
com revisão da Redação OXENTE!)